Melhores distribuições gratuitas para Linux

Home / Atualidades / Melhores distribuições gratuitas para Linux

O título é bem presunçoso (eu sei) mas não comece a ler este artigo pensando que a minha proposta é apresentar uma disputa sem sentido entre distribuições GNU/Linux, não é nada disso.

A grande questão é: propósito. Para que finalidade você deseja ter um sistema operacional GNU/Linux? A notícia ótima é que, por ser 100% open-source, existe um mundão de opções de SOs para você. Vamos aqui propor uma viagem nesses propósitos e apresentar as ‘distros’ de maior destaque em acada área.

Desktop (usuário final)

 

É um bonito projeto da Canonical , que lá para as bandas de 2004 (e durante um bom tempo foi assim) enviava CDs do Ubuntu de graça (inclusive o frete) para quem bem quisesse. Eu mesmo coleciono até hoje esses exemplares com muito orgulho.

Fora esse lado inclusivo maravilhoso deste projeto, tem vários pontos positivos deste SO:

  • Sua versão live-cd trás ferramentas muito úteis a técnicos de manutenção, como o GParted (que eu mesmo já usei muito para redimensionar partições NTFS para que sobrasse espaço para as ext3 e ext4 que eu queria para instalar o Linux em dual-boot);
  • Para o usuário que vai trabalhar com laboratórios virtualizados, a versão do Virtualbox já carrega o vboxdrv, que é um módulo que precisa ser carregado à parte, dependendo da distro. Em resumo, no Ubuntu é só instalar o Virtualbox e usar;
  • O repositório do Ubuntu é bem rico em softwares úteis ao usuário final. Com o Inkscape é possível criar banners e logos, com o Gimp, editar imagens, com o Pitivi, editar e renderizar vídeos. O Cheese é um excelente software para fazer vídeos e imagens via Webcam.
  • Para atualizar o SO não é necessária a reinstalação do mesmo. Além do gerenciador de pacotes APT já ter este recurso (para usuários mais técnicos), o próprio Ubuntu já tem um gerenciador de atualizações que avisa quando tem uma versão nova do sistema;

Como ponto negativo eu cito a adoção do Unity como gerenciador de desktop. Ele consome muito recurso de hardware para pouco benefício e é mais usual para tablets que PCs. Este ‘probleminha’ acaba de ser resolvido com a versão 17.04 (Zesty/Zapus), que já vai vir sem o Unity, sendo substituído pelo Google Desktop;

A versão 17.04 Desktop já está disponível para download no site do Ubuntu. O Ubuntu, desde que foi criado, é baseado em Debian.

Além disso, existem os demais sabores de Ubuntu: Xubuntu, Lubuntu e, para quem trabalha com edição de áudio e vídeo, o Ubuntu Studio . Ele já vem com softwares próprios para este fim, nem precisa instalar.

Servidores (administradores de sistemas, servidores e redes Linux)

Essa bola (na minha opinião) é dividida, com algumas observações importantes, que são;

O Debian é uma preferência minha na maioria das implementações. As principais características são:

  • Kernel modular, na maioria dos recursos adicionais e, por isso, extremamente leve. Consome pouquíssimo recurso de hardware, eu mesmo já implantei em produção DNS Bind em uma VM com 2 núcleos de CPU e 512MB (SIM) de RAM;
  • Repositório rico em pacotes completos de soluções para bancos de dados, telefonia VOIP, servidores HTTP, FTP, DNS, etc… É um SO todo otimizado para servidores, estável demais e de fácil atualização para uma versão superior;
  • Já usa o SystemD desde a versão 8 (jessie). O SystemD é a versão mais esperta que gerencia o processo INIT, com ele veio o parelelismo na inicialização dos processo, o que já deveria ter sido implementado faz tempo, já que os processadores já são multi-thread há mais de 10 anos e não faz sentido algum enfileirar processos de inicialização;
  • Ponto que também me chama sempre a atenção no Debian é a organização de seus pacotes. O Apache, por exemplo, acho que faz bem mais sentido gerenciar o ‘daemon’ pelo nome que de forma genérica, como é feito no Red Hat e CentOS. Também acho bacana a organização dos ‘includes’ de arquivos de configuração do BIND9, que têm um arquivo separado para cada tipo de conf.

Considerações: para serviços que não requerem carregamento de drivers específicos de fabricantes, como Asterisk para telefonia analógica e protocolo ISCSI, eu recomendo o Debian. É uma ótima escolha para servidores FTP, HTTP, File Servers, VOIP, DNS, etc.

O download do Debian pode ser feito no site debian.org  e a versão 9 já está a caminho.

No mesmo nível do Debian em relação à confiabilidade está o CentOS. É a versão gratuita mais próxima do Red Hat Enterprise Linux (que é pago).

A grande vantagem do CentOS, a meu ver, é o suporte melhor à virtualização (a nível hypervisor) e também a quantidade de drivers para dispositivos de hardware de grande porte (coisa que nem sempre acontece com o Debian).

O CentOS também trabalha com o YUM, que resolve dependências para o RPM. A meu ver são os melhores gerenciadores de pacotes, pela riqueza de recursos. A questão é que o repositório do CentOS não é tão rico quanto o do Debian, muitas vezes os administradores precisam recorrer ao EPEL, repositório free do projeto Fedora.

Você pode fazer o download da distro na página do projeto CentOS.

Servidor PABX

O porjeto FreePBX trás uma versão otimizada do Asterisk. A distro é baseada em CentOS e já trás suporte a todos os tipos de placas de ramais e placas E1. É uma grande vantagem para quem quer ter a gerência fácil de sua central telefônica, é possível criar ramais, troncos digitais e analógicos via interface web.

Com ele o administrador pode criar ramais, salas de conferência, mudar rotas para determinados tipos de ligações (ex: local sai pela tronco analógico e DDD sai pelo tronco SIP), adicionar prefixos nos números digitados pelos clientes, etc. No mesmo nível, existem também as distros Elastix e o Trixbox, ambas também baseadas em CentOS.

Firewall, proxy e roteamento

É lógico, prefiro o Iptables implementado em modo core, via linha de comando e é importante saber gerenciar o firewall via linha de comandos também. Mas o ClearOS, assim como o BrazilFW, o Endian Firewall e o Smoothwall, trás toda aquela facilidade de gerência via interface web para aqueles administradores de rede que ainda não têm muitas vivência no Linux ou para ambientes que precisam de uma ferramentá fácil de criação/alteração de configurações, como rotas, filtros de pacotes e listas de acesso no proxy. Neste quesito (praticidade) e no quesito recursos o ClearOS ganha também. Ele tem ferramentas de detecção de intrusão, gráficos de consumo de banda, servidor DHCP, servidor SSH, Proxy, dentre outros recursos.

A distro funciona sobre um servidor CentOS, o que também é um baita ponto positivo para o ClearOS.

Baixe, virtualize e experimente.Vale a pena. Só não esqueça de estudar o Iptables, o Squid, o SSH, o Snort e os outros recursos sempre em modo core, para que em caso de problemas com a interface web você saiba atuar direto no sistema.

Lembrando: PfSense e OpenSense são FreeBSD e por isso não está nesta matéria. Também são open-source mas não são Linux.

Bom, pessoal, espera que tenha sido produtiva esta matéria.

Não esqueça de curtir nossa página no facebook e assinar o site para saber das novidades do mundo open-source de cursos e eventos.

Grande abraço!

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *